quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Últimas leituras!



Como podem reparar, o mês de Julho teve uma grande quebra :)
Já andamos a tentar voltar ao ritmo!

JUNHO:

41 - Para onde vão os guarda-chuvas - Afonso Cruz
42 - O Segredo do Meu Marido - Liane Moriarty
43 - Dez - Jorge Santos
44 - A Filha do Barão - Célia Loureiro
45 - Quando Éramos Mentirosos - E. Lockhart
46 - O Jogo de Ripper - Isabel Allende

JULHO:

47 - NYPD Red 2 - À Margem da Lei - James Patterson
48 - Tornado - Sandra Brown
49- Perdoa-me - Lesley Pearse
50 - Quando o Teu Coração Parou - Sarah Pekkanen
   

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Desculpem a ausência...

Nem acredito que passaram quase dois meses desde que escrevi aqui a última vez!
Não sei se ainda anda por aí alguém por esse lado :(
Tete obrigada pela preocupação! Fizeste-me acordar para a vida!!

Neste momento aconteceu tanta coisa!
Fomos de férias duas semanas com o baby a estrear-se na praia e foi uma maravilha! Prometo contar melhor e colocar fotos!
Na véspera de ir de férias chamaram-me para fazer um Contrato de Inserção até ao final do desemprego, em Abril. A modos que tive sorte de conseguir ir uma semana para o Algarve e depois comecei a trabalhar enquanto o marido e o filhote continuavam a banhos (não foi fácil!)! Está a ser uma experiência muito boa, prometo falar melhor sobre isso também :)
Na próxima segunda-feira volto a rotina alimentar, tentando fazer melhores escolhas do que as das últimas semanas! Faltam quatro meses até ao fim do ano e tenho 8 kilos para tirar do lombo :)

As leituras andam mais lentas agora com o trabalho. Tenho aproveitado à hora de almoço para ler e sempre o pequeno deixa :) esta semana também vos ponho a par das últimas leituras!

Claro que não tenho conseguido ver blogues nenhuns :( a rotina tem sido trabalho, ir buscar o F, brincar, dar banho e jantar, arrumar, brincar e adormecer :)

Mais noticias em breve e se anda por aí alguém, desculpem a ausência prolongada!

 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A Filha do Barão - OPINIÃO



Na minha opinião A Filha do Barão é a consagração de Célia Loureiro. Depois de já ter gostado dos livros anteriores, este superou-os largamente e deixou-me ansiosa à espera da continuação.

A escrita é mais madura, a narrativa envolvente e para quem gosta de romances históricos, este livro representa um pequeno céu! Personagens que nos cativam, cenários e dados históricos muito interessantes e que nos fazem recuar na história do nosso país e viver um pouco daquilo que os portugueses viveram naqueles anos tão turbulentos.

A história de Mariana e Daniel parece-me, no inicio, difícil de resultar. Ainda que naquela época fosse natural o casamento arranjado, não é fácil conceber esse arranjo tendo em conta que a noiva tem quatorze anos e não sabe nada da vida. Mas Mariana é uma menina especial, com uma personalidade vincada e que cresce rapidamente. Acabei por me encantar por Mariana, pelo seu jeito, pela sua vontade de ser menina e mulher ao mesmo tempo.

Daniel, o inglês amigo do pai de Mariana, é um homem honrado e que está disposto a acatar o pedido do seu amigo moribundo, de casar com a sua filha e velar por ela e pela mãe desta, D. Sofia. 
Depois de deixar Mariana e D. Sofia na Quinta em Lordelo, junto com a sua mãe e irmã, ele parte para o Porto e apesar do compromisso assumido, sucumbe aos encantos de Isabel e vive com ela uns meses  em pecado. No entanto, quando a sua nova família precisa de si ele parte em seu auxilio. 

A autora conseguiu juntar vários pontos que enriqueceram o livro sobremaneira: a vertente histórica que é riquíssima, o romance de Daniel e Mariana (com traições, alianças e novos sentimentos para apimentar a relação), a amizade de Mariana com Zé, a relação turbulenta de Mariana com D. Sofia (a forma como a relação evoluiu é brilhante. As duas situações dos partos revelam a capacidade da autora de, em momentos dramáticos, trazer humor e aligeirar os nervos dos leitores. E claro, o que aconteceu a Amélia? O enigma do livro.

O que não apreciei tanto foi o aparecimento de Gustave e o impacto que terá na vida dos demais Penso que com o Zé faria mais sentido. Quem já leu, entende o que quero dizer. Também não entendi muito bem a personagem de Maria. Entendo a sua frustração mas achei demasiado o facto de ela se ter empenhado tanto em denegrir a imagem de Mariana (colocando até a sua vida em perigo) quando esse ódio não foi assim tão importante na narrativa ou sequer explorado. Penso que a doce Nuna não merecia um desfecho tão triste. Gostava de ter visto um final mais feliz para esta personagem tão doce e carinhosa. E por fim achei um pouco exagerado Daniel ter levado Isabel para  a Quinta do Lordelo e ter inclusive usado Mariana para conseguir esse feito. Por mais preocupação que tivesse para com Isabel, Daniel deveria ter arranjado outra solução, pois colocou em risco a sua relação com Mariana e acho que ela não merecia tamanha humilhação.

Para finalizar este comentário devo dizer que me orgulho por este livro ter sido escrito por uma autora portuguesa. Sem dúvida que merece ter destaque numa estante de qualquer livraria e deve ser presença obrigatória na biblioteca pessoal de todos os amantes dos livros.

Parabéns Célia Loureiro.

terça-feira, 1 de julho de 2014

NYPD RED - À Margem da Lei - Opinião



Este livro é a continuação da saga NYPD RED, a policia de excelência da cidade de Nova Iorque. A dupla de detectives Zach Jordan e Kylie MacDonald volta para resolver mais um grande caso, com detalhes sombrios e cuja solução inesperada os vai deixar assombrados.
Mais uma vez o autor escreveu um livro viciante, com capítulos curtos e que nos deixam curiosos para ler o próximo. Quando nos apercebemos, estamos no final do livro. 

Muita adrenalina, crimes estrategicamente pensados e executados sem deixar rasto, e ao mesmo tempo uma tentativa de se fazer justiça face ao congestionado sistema criminal. Pelo meio algum romance para aliviar a tensão. É com isto que podemos contar neste livro.
Anda um assassino à solta em Nova Iorque. A equipa que está a investigar não avança e quando o quarto crime ocorre e a vitima é uma muito conhecida personagem da sociedade, a RED entra em acção. Pressionados pelo Presidente da Câmara para descobrirem o assassino, eles têm sete dias para deslindar o caso, antes das eleições e antes que a concorrente do Presidente faça tudo o que estiver ao seu alcance para dificultar a investigação, pois dessa forma provaria a ineficácia dos que lideram a politica nova-iorquina.
O assassino Hazmat é visto por uns como o justiceiro (o seu modus operandi é raptar a vitima e conseguir uma gravação de video da mesma a confessar um crime que esta tenha cometido antes de a matar e "fazer justiça") e por outros como a propagação da criminalidade e da violência.

Aquela que está destinada a ser a quinta vitima foi acusada de ter morto a sua filha pequena e de ser uma mãe negligente por deixar a filha em casa sozinha e ir para o bar na rua beber uns copos. Surpreendentemente ela é ilibada pelo júri e o "justiceiro" sente que tem que fazer justiça. Mas e se ela for realmente inocente? E se for, depois de já ter sido raptada, não será tarde demais para voltar atrás?

A par desta história conhecemos ainda Dave e o amigo que vivem numa zona problemática com gangues e máfia italiana à mistura. Quando a sua irmã é violada por Enzo, Dave e o amigo decidem vingar-se e acabam por matá-lo. Esse acontecimento ficou lá atrás no passado e nem a irmã de Dave, Meredith sabe o que aconteceu. Quando menos esperarem, o passado virá atormentá-los.

Em relação à nossa dupla de detectives, ficamos a saber que depois dos acontecimentos relatados no primeiro livro, o marido de Kylie, acabou por ficar dependente dos medicamentos e está a por em risco as carreiras de ambos, assim como o feliz casamento. Já Zach quer ajudá-la mas tem alguma dificuldade visto que nunca esqueceu Kylie completamente, mesmo tendo ela trocado Zach pelo actual marido. Além disso Zach está feliz com a sedutora psicóloga que o ajudou a reerguer-se e cujo romance está no inicio do caminho.

Apesar de conseguirmos perceber quem está a praticar os crimes, o livro não perde o interesse por isso. A leitura manteve o ritmo alucinante até ao final e é um livro que recomendo.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Quem é mãe de um prematuro sabe como é...





E ontem quando me disseram na creche que ele era o bebé mais mexido da sala e que devia chegar ao fim do dia estafado porque só quer é rebolar e rastejar por todo o lado, a toda a hora...sim, confesso, fiquei babada e orgulhosa do meu pequeno grande herói!

terça-feira, 24 de junho de 2014

Quando Éramos Mentirosos - Opinião




O livro chamou-me a atenção pelo título e pela capa. O facto de ser uma estreia a nível mundial também me deixou curiosa. E ainda bem que tive oportunidade de o ler.

Cadence, Johny, Mirrene e Gat compõem o grupo dos mentirosos. Eles encontram-se todos os Verões na ilha privada dos Sinclair, uma família rica, de classe alta e com gostos requintados mas que na realidade vive para as aparências e onde os seus membros estão mais interessados nos bens materiais do que noutra coisa qualquer. A felicidade está a par com aquilo que possuem.

Este é daqueles livros que se lê de um fôlego. Com uma escrita clara e fluída, vamos acompanhando o presente e o passado, principalmente os Verões quinze (o número corresponde á idade de Candence) e dezassete. Por vezes a narrativa pode parecer algo confusa e ficamos com a sensação que falta algo, que alguma coisa não está bem explicada. No final, tudo fica claro como água e conseguimos não só entender o que aconteceu no Verão em que Cadence tinha quinze anos como também alguns dos desenvolvimentos posteriores e comportamentos de alguns elementos, nomeadamente da mãe.

Entendo este livro como uma análise ás famílias disfuncionais. Famílias que deixam que os bens materiais falem mais alto, que usam os filhos em benefício próprio, que para obter o objecto dos seus desejos não olham a meios. E por vezes isso pode ser o suficiente para acender o rastilho. Os dramas familiares tornaram tudo mais explosivo: divórcios, um elemento de uma classe mais baixa, uma mulher abandonada pelo marido...tudo encoberto para o exterior, pela capa da normalidade. 

Os sentimentos estão implícitos (sim porque nesta família não é permitido revelar o que se sente e tudo tem que ser escondido dentro de cada um) em toda a narrativa: a dor da perda, a angústia do desconhecimento, a alegria da juventude, o prazer do primeiro amor, a felicidade da amizade...todos eles se cruzam e levam as vidas dos Mentirosos e da família Sinclair ao limite, deixando o leitor arrebatado e no final, em estado de choque.

Leitura compulsiva. Final surpreendente e inesperado. Altamente recomendado. 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

O Segredo do meu Marido - Opinião



Se quer um livro para devorar, daqueles que não conseguimos largar, este é O livro. Prende-nos logo desde as primeiras páginas, quando Cecília encontra por acaso uma carta que o marido lhe escreveu, para ler após a sua morte. Os dados estão lançados: será ela capaz de não ler a carta?

Este livro conta-nos a história não só de Cecília, mas também de Tess e de Rachel.
Cecília é uma mãe envolvida na comunidade e na escola dos filhos, tem listas intermináveis e uma vida organizada meticulosamente . Até que A carta vem dar um abanão na sua vida. Quando percebe que o marido John-Paul ficou transtornado e faz tudo para encontrar a carta (apesar de lhe ter dito que era uma carta sem importância) ela acaba por querer saber a razão de tal desespero e o seu mundo desaba.

Tess é uma mãe e esposa feliz até o marido e a prima, e melhor amiga, lhe dizerem que se apaixonaram. Parte com o filho Liam e a sua dor para casa da mãe, para sarar as feridas e dar um rumo na sua vida.

Rachel é uma mulher viúva cuja filha foi assassinada aos dezassete anos. O facto de nunca ter sido descoberto o assassino fez com que a sua vida tenha parado há muitos anos atrás. Mas ela tem quase a certeza de quem matou a sua filha. E, ainda por cima, ele trabalha na mesma escola que ela. O que estará ela disposta a fazer para apurar a verdade? Principalmente agora que a única alegria da sua vida, o seu neto Jacob, vai partir para Nova Iorque com os pais. 

O livro está repleto de dramas e mistérios do passado que adensam a narrativa e nos fazem querer descobrir os segredos das personagens. Apesar da revelação ter sido feita mais ou menos a meio do livro, a autora consegue que o leitor continue agarrado à leitura, porque na verdade há que saber como tudo vai ser resolvido.

Num cenário pacato e numa comunidade onde a entre-ajuda é a palavra de ordem, como irão eles reagir aos acontecimentos que estão prestes a abanar a estrutura familiar das famílias destas mulheres? 
Dilemas familiares, antigas alianças ameaçadas, laços de família que falam mais alto do que os valores morais, segredos revelados que irão abanar as certezas de algumas personagens.

E o epílogo? O melhor que já li. Achei fascinante a forma como a autora terminou o livro. É mágico, faz-nos pensar... muito. Adorei. Um livro fantástico.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Dez - Opinião



Este livro foi uma agradável surpresa. Apesar da forma como o autor estruturou o livro não ser a minha preferida (nem tão pouco a considero funcional ou apelativa), a verdade é que a história em si, o mistério e os segredos da família Branco e dos personagens que a envolvem cativou-me o suficiente para considerar este um bom livro.

Começamos por conhecer Francisco Branco que acaba de falecer com a idade de cem anos. Teve uma vida longa, rodeado da sua adorada família e da sua Quinta no Douro, passando a juventude no Porto e os estudos em Coimbra. 

O livro começa então com a morte de Francisco no ano 2000 e em cada um dos DEZ capítulos ele vai recuando uma década até chegar ao ano de 1910, o ano em que Francisco nasceu e foi deixado numa instituição para crianças. Toda a sua vida ele procurou as suas raízes, procurou saber de onde vinha, quem foram os seus pais. Será preciso morrer para o descobrir?
Quando morre ele tem à sua volta a filha Luísa e o marido desta, Richard, a mulher Joana,  o neto Alexandre e a bisneta Inês.

São as vidas de Francisco, Luísa e Alexandre que vamos vendo recuar no tempo, década após década. Pela vida deles passa Suzana - a mãe de Luísa -  Catarina, o primeiro amor de Francisco e Virgínia, a mãe de Catarina e que impediu o amor dos dois.

Pela vida de Luísa, antes de Richard (que conheceu inicialmente para comprar a Quinta dos Prazeres e acabou por ajudar a reconstruí-la e a ficar na família) passou Inácio, seu primeiro marido e com quem teve Alexandre, um menino muito especial. Este casamento rapidamente desmorona e Luísa deixa-se apanhar pelas garras de Manuel, mesmo sabendo da sua fama, ela está desejosa de amor. Mas este amor acaba em tragédia e o filho Alexandre acaba preso e Manuel acaba por ficar com a casa de Luísa que foi o que sempre lhe interessou. Desta história sórdida que envolve um bordel, vícios e prostitutas, salva-se o amor que nasceu entre Alexandre e Adelaide.

Suzana é uma personagem bastante interessante. Cativa Francisco desde que este pisou a Quinta no Douro pela primeira vez. Ele apaixona-se e está disposto a esperar que ela recupere dum desgosto de amor. Acaba por conseguir a sua atenção e espera que ele acabe os estudos de Direito em Coimbra para poderem casar. Vão viver para o Porto mas Clara, a mãe adoptiva de Francisco, desejava mais para o seu filho e não morre de amores pela nora, pelo que esta, enquanto ele está em Coimbra, vagueia pelas ruas do Porto, primeiro estranhando o rebuliço da cidade, mas depois deixando que ele se entranhe na pele. No dia do casamento tanto Suzana como Francisco têm histórias mal resolvidas e por isso anos mais tarde acabam por divorciar-se. Suzana acaba por passar pelo Brasil e ir de lá com o companheiro para uma Angola revolucionária e temendo pela vida, é ajudada pelo enteado Tomás a regressar a Lisboa. Nas suas horas de demência, anos mais tarde, é de Tomás que ela recordará com mais afinco.

Catarina é também uma personagem cativante, misteriosa e aventureira. Quando a mãe se suicida, ela perde o rumo e acaba institucionalizada. Anos mais tarde quando tenta recuperar a sua vida ao lado de um Francisco que nunca deixou de amar, descobre um segredo com o qual não é capaz viver e despede-se de Francisco com um bilhete. Só no final compreendemos a verdadeira dimensão destes segredos familiares e dos "e se's..." da vida!

É um leque valioso de personagens que se misturam do Porto até à Régua, passando pelos tumultos da revolução do 25 de Abril, andando para trás até à constituição da primeira Republica.
Acompanhamos Francisco e os seus segredos desde que morre até ao mistério do seu nascimento e no final fico com a sensação que deveria ler o livro outra vez, para melhor o compreender, pois há coisas referidas no inicio que na altura não nos dizem muito mas com o recuar dos anos, compreendemos a sua importância.

Posso dizer que este livro foi mais do que estava à espera e, à excepção do Epílogo, seria engraçado tentar ler os capítulos a começar pelo último até ao primeiro, pois era dessa forma que gostava que o livro tivesse sido escrito.

sábado, 14 de junho de 2014

Das leituras do Ano (até agora)!!


JANEIRO: 

1 - Quando o Cuco Chama - Robert Galbraith 
2 - As Lágrimas de Lúcifer - James Thompson 
3 - O amor é uma canoa - Ben Schrank 
4 - Boda Mexicana – Sandra Sabanero 
5 - Alma Rebelde – Carla M. Soares 
6 - Feminino Singular - Sveva Modignani 
7 - O Menino de Cabul - Khaled Hosseini


FEVEREIRO:

8 - Dias de Paixão - Sarah Pekkanen
9 - A Dança da Vida - Gustavo Santos
10 - Almas Gémeas - Alan e Irene Brogan
11 - O Barão - Sveva Modignani
12 - A Casa com Alpendre de Vidro Cego - Herbjorg Wassmo
13 - A Promessa - Lesley Pearse
14 - Uma Vida ao Teu lado - Nicholas Sparks
15 - As Gotas de um beijo - Carina Rosa

MARÇO:

16 - Os Níveis da Vida - Julian Barnes
17 - Tenho o Teu Número - Sophie Kinsella
18 - Cavalo de Fogo - Congo - Florencia Bonelli
19 - A Sentinela - Richard Zimler
20 - A Confissão da Parteira - Diane Chamberlain
21 - A Herança - Katherine Webb
22 - A Lista da Nossa Mãe - St. John Green
23 - O Fio Perdido - Patrícia Carreiro
24 - Espero Por Ti - Jennifer Armintrout
25 - Força de Vontade - James Patterson
26 - A Viela da Duquesa - Sveva Modignani

ABRIL:

27 - Já ninguém morre de amor - Diogo Amaral
28 - A Rapariga que roubava livros - Markus Zusak
29 - O Abrigo da Esperança - Debbie Macomber
30 - A Beleza das Coisas Frágeis - Taiye Selasi
31 - Apaixonada por um Milionário - Ruth Cardello
32 - Tatiana - Paullina Simons

MAIO:

33 - A Beleza das Coisas Frágeis - Taiye Selasi
34 - Sonhos de Papel - Ruta Sepetys
35 - Laços de Vida - Debbie Macomber
36 - Primeiro Amor - James Patterson
37 - A verdade sobre o caso Harry Quebert - Joel Dicker
38 - No canto mais escuro - Elizabeth Haynes
39 - Pensa Num Número - John Verdon
40 - Romance em Amesterdão - Tiago Rebelo

quinta-feira, 12 de junho de 2014

A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert - Opinião



Posso dizer que é um grande livro. Andava curiosa para ler o famoso A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert e, no geral, é um óptimo livro, com um ou outro ponto menos positivo.
Falando já do que não me agradou: acho que houve partes que podiam ter sido dispensadas, retirando algum do peso (real) do livro sem que este fizesse qualquer falta. A repetição muitas vezes dos mesmo acontecimentos pode tornar-se entediante e confusa. Outra questão: é importante para o leitor não descobrir à primeira quem é o assassino, mas nem por isso o autor tem que tornar toda a gente suspeita. Isso acaba por descrebilizá-lo um pouco.
Tudo o resto é muito bom. O suspense, a intriga, as personagens. Tudo nos leva a devorar o livro, a querer conhecer Nola Kellergan, pois sem dúvida que ela é bem mais do que inicialmente poderíamos pensar, a querer saber o que fez realmente Harry Quebert. E claro, nenhuma das nossas respostas estará sequer perto daquilo que vamos descobrir, porque nesse aspecto o autor foi mestre, foi sábio e engenhoso. Adorei todas as descobertas, principalmente sobre o passado de Harry e sobre a infância de Nola.
Marcus Goldman tem que escrever um novo livro. Depois de meses sem escrever uma linha ele começa a ficar preocupado e decide visitar o seu antigo professor e mentor, Harry Quebert. Talvez a tranquilidade de Aurora, onde Harry vive, seja suficiente para fazer Marcus voltar a escrever. No entanto, tal não acontece e Marcus começa a desesperar, com prazos de entrega a terminar, sujeita-se a um processo em tribunal e a ter que devolver á editora o dinheiro que já recebeu e a ser processado em vários milhões.
E é então que um corpo é encontrado, um homem é preso e há toda uma história para investigar. Mistérios, segredos, mentiras...começa aqui a história para o livro de Marcus. E que história...é nada mais nada menos do que a vida e o passado do seu único amigo, Harry Quebert, que Marcus julgava conhecer mas afinal...
Um livro viciante e que recomendo sem reservas!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Romer Dualfix - A Eleita


Esta é a cadeira que elegemos para o nosso pimpo!
Por andar contra o sentido da marcha, por estar bem cotada nos testes de segurança, por rodar 360 graus, por ser confortável, por ser linda.... :)


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sonhos de Papel - Opinião



O nome da autora chamou-me a atenção. Simplesmente porque escreveu um dos melhores livros que já li: O Longo Inverno. Depois a bonita capa e a sinopse fizeram-me querer lê-lo. E ainda bem que  o fiz. 
Adorei o cenário e a época escolhidos pela autora. É fácil imaginar o ambiente, a cidade, as pessoas. A autora fez uma bela descrição dos locais e dos personagens, no entanto, num cenário onde se respira prostituição, crime e máfia, esperava uma acção mais complexa e pesada e menos cor-de-rosa.
Depois de ler o outro livro da autora confesso que a fasquia estava alta, as expectativas eram grandes e ficou longe de me deixar com o mesmo sentimento de O Longo Inverno, mas ainda assim é um livro que adorei e que recomendo. 

Josie é a nossa protagonista. Conquistou-me desde a primeira página. Ela é filha de uma prostituta mas ambiciona muito mais para si própria. Vive e trabalha numa livraria para pagar o alojamento. É amiga do dono (e do filho) que a salvou das garras da mãe. O próximo passo é decidir se quer seguir com os estudos e para que universidade irá. Apesar de tudo à sua volta lhe dizer que está a ambicionar mais do que pode ter, afinal é a filha de uma prostituta que vive num bairro degradado, ainda há pessoas que acreditam no seu valor e lhe dão força para tentar. Adorei a sua paixão pelos livros, pelo facto de nunca os largar e de os amar verdadeiramente.

Será que o peso do passado será suficiente para quebrar Josie? Para lhe travar os sonhos?

A mãe de Josie é completamente inconsequente e alheia da realidade. Sempre viu a filha como um estorvo, um impecilho que não lhe permitiu ser uma estrela e por isso sempre teve uma relação distante com ela e sempre nutriu algum resentimento por Josie, como se esta fosse culpada por ter nascido. É ao mesmo tempo uma mulher tonta, que acredita estar apaixonada e que irá ter a sua oportunidade na vida. Faz por ignorar que o namorado está ligado ao crime e à máfia e só quer ser amada e desejada. É capaz de roubar a própria filha e de a deixar em maus lençóis sem qualquer remorso e sem olhar para trás.

Um dos cenários que mais gostei foi do bordel e de Willie, a Madame e "mão de ferro" mas com coração de manteiga. Esta quer mostrar um coração de pedra, impor o respeito junto das suas "raparigas" mas nutre um afecto muito especial por Josie, apesar de não o demonstrar, muito mais do que a própria mãe de rapariga.
Na acção temos um misterioso assassinato que vai acabar por envolver Josie. No entanto este drama acaba por estar sempre a meio gás, intercalado com outras situações que parecem quase triviais e retiram o interesse do crime.

Misturado com um ambiente de subornos, prostituição, crimes e mafiosos, a autora conseguiu fazer emergir o brilho de Josie, a amizade dos que a protegem, a descoberta do primeiro amor, a luta para vencer os estigmas do passado familiar e da vontade de ir em busca dos seus sonhos. Uma leitura que recomendo.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Primeiro Amor - Opinião



Este é talvez dos autores mais versáteis que conheço. Escreve de forma soberba vários géneros literários e os seus livros são por norma grandes sucessos. Este, infelizmente, não teve o mesmo efeito que outros já tiveram. Achei a narrativa monótona, não havia muito por onde pegar e não me cativou por aí além.

Axi é uma adolescente com uma personalidade forte. A mãe morreu e o pai vive alheado dos seus deveres parentais. Ela quer sobretudo ser invisível. Até ao dia em que decide deixar de ser a menina certinha e obediente e desafia o seu melhor amigo a partirem na viagem das suas vidas. 

O livro conta-nos essa aventura ao mesmo tempo que nos vai desvendando as vidas de Axi e Robinson. Ambos têm já uma vida carregada de sofrimento e a empatia que têm salta à vista. A este nível não há muito a dizer: vamos seguindo os dois amigos que irão descobrir ao longo da viagem que há algo mais que os une, vamos acompanhando as aventuras e as peripécias, os medos e os imprevistos e a inevitabilidade da vida, da qual não é possível fugir.

Passa uma bonita mensagem, de como devemos viver sem medos, de como devemos arriscar e quando a vida não nos sorri, devemos ser capazes de fazer o luto e seguir em frente.